Artigo de bolsonaro na folha
Comissão da
inverdade.
É notório que a
esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado
democrático atual, invertendo o papel de militares :
Os militares só
conseguem manter a hierarquia e a disciplina porque a verdade está para eles
como a fé está para os cristãos. A mentira e a traição fazem parte da vida
política brasileira, em que os vitoriosos se intitulam espertos, pois, afinal,
dessa forma estarão sempre no poder. A esquerda no Brasil chegou ao poder pelo
voto, graças aos militares que impediram em 1964 a implantação de uma ditadura
do proletariado. Os perdedores, nos anos subsequentes, financiados pelo ditador
Fidel Castro, partiram para a luta armada, aterrorizando a todos com suas
ações, que ainda fazem inveja ao crime dito organizado dos dias atuais.
Foram 20 anos de
ordem e de progresso. Os guerrilheiros do Araguaia foram vencidos, evitando-se
que hoje, a exemplo da Colômbia, tivéssemos organizações como as Farc (Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia) atuando no coração do Brasil. O nosso povo
vivenciou sequestros de autoridades estrangeiras e de avião, dezenas de
justiçamentos, tortura, execuções como a do adido inglês e a do tenente da
Força Pública de São Paulo no Vale do Ribeira, bombas no aeroporto de Recife e
carro-bomba no QG do 1º Exército, respectivamente com mortes de um almirante e
de um recruta, latrocínios, roubos etc. O regime, dito de força, negociou e foi
além das expectativas dos derrotados ao propor anistia até mesmo para crimes de
terrorismo praticados pela esquerda. Agora, no poder, eles querem escrever a
história sob sua ótica, de olhos vendados para a verdade.
Projeto do
Executivo, ora em tramitação na Câmara, cria a dita Comissão da Verdade,
composta por sete membros, todos a serem indicados pela presidente da
República, logo ela, uma das atrizes principais dos grupos armados daquele
período, que inclusive foi saudada pelo então demissionário ministro José Dirceu
como “companheira em armas”. Ninguém pode acreditar na imparcialidade dessa
comissão, que não admite a participação de integrantes dos Clubes Naval,
Militar e da Aeronáutica. Essa é a democracia dos “companheiros”. Ainda pelo
projeto, apurar-se-iam apenas crimes de tortura, mortes, desaparecimentos
forçados e ocultação de cadáveres, não tratando de sequestros, atentados a
bomba, latrocínios, recebimento de moeda estrangeira de Cuba, sequestro de
avião e justiçamentos.
É notório que a
esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado
democrático atual, invertendo completamente o papel dos militares, que, em
1964, por exigência da imprensa, da Igreja Católica, de empresários, de
agricultores e de mulheres nas ruas intervieram para que nosso país não se
transformasse, à época, em mais um satélite da União Soviética. Os militares
sempre estiveram prontos para quaisquer chamamentos da nação, quando ameaçada,
e, se a verdade real é o que eles querem, as Forças Armadas não se furtarão,
mais uma vez, a apoiar a democracia. Se hoje nos acusam de graves violações de
direitos humanos no passado, por que não começarmos a apurar os fatos que
levaram ao sequestro, à tortura e à execução do então prefeito Celso Daniel em
Santo André? Ou será que, pela causa, tudo continua sendo válido, até mesmo não
extraditar o assassino italiano Cesare Battisti por temer o que ele possa
revelar sobre seu passado com terroristas brasileiros hoje no poder?
Publicado na Folha
de São Paulo por JAIR BOLSONARO capitão da reserva do Exército, deputado
federal pelo PP do Rio de Janeiro.
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